A Benchmark liderou uma rodada de investimento de US$ 25 milhões na Furientis, startup americana criada há um ano para produzir em escala interceptores de mísseis de menor custo. Segundo o TechCrunch, é o primeiro investimento da empresa de venture capital em uma companhia exclusivamente voltada à defesa.

A nova captação ocorre após um aporte pré-seed de US$ 5 milhões anunciado em maio. Com a rodada, a Furientis passou a ser avaliada em US$ 125 milhões, de acordo com uma pessoa familiarizada com a empresa, citada pelo TechCrunch.

A startup afirma ter garantido um contrato financiado pelo Pentágono para desenvolver interceptores de médio alcance. O material publicado não informa o valor do contrato nem detalha o cronograma de entrega.

Produção mais rápida e componentes disponíveis

A Furientis foi fundada por Brody Franzen e Aris Simsarian, engenheiros com experiência no setor aeroespacial e de defesa. Franzen foi vice-chefe de engenharia da Virgin Galactic e trabalhou na Castelion, enquanto Simsarian liderou testes de motores de foguete na Virgin Orbit, segundo o TechCrunch.

Os fundadores dizem ter criado a empresa diante da diferença entre o custo de mísseis interceptores considerados sofisticados e o preço de ameaças que eles precisam neutralizar. De acordo com Franzen, esses interceptores podem custar cerca de US$ 3 milhões por unidade.

A estratégia da Furientis não é competir com os sistemas de maior desempenho, mas projetar equipamentos que possam ser montados rapidamente com componentes disponíveis no mercado. A empresa afirma que esse modelo reduz o custo de cada unidade e facilita a ampliação dos estoques militares.

O texto do TechCrunch relata que a startup testa seus mísseis em campo a cada duas semanas. Atualmente, a operação funciona em uma instalação em Los Angeles, enquanto os protótipos são levados para lançamentos de teste em White Sands, no Novo México.

Meta de mil sistemas por fábrica

A meta declarada pela Furientis é fabricar 1.000 sistemas por ano em cada unidade industrial. Antes de chegar a essa escala, porém, a empresa ainda trabalha na validação de seus protótipos e na expansão da capacidade de produção.

Franzen afirmou ao TechCrunch que a Marinha dos Estados Unidos recebe entre 300 e 500 mísseis interceptores por ano. Ele também comparou esse volume à taxa de produção de mísseis de cruzeiro antinavio atribuída pela China, de 3.000 unidades por mês. Esses números foram apresentados pelo cofundador no contexto da justificativa para a criação da empresa.

A Furientis disputa esse mercado com outras companhias de tecnologia de defesa, como Anduril, Castelion e Shield AI, que também desenvolvem soluções para ampliar a produção de interceptores. Empresas tradicionais do setor, citadas no material como Raytheon e Lockheed Martin, também buscam modernizar seus processos de fabricação.

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Felipe é autor do Ginga Notícias e acompanha os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Escreve sobre temas de interesse público e assuntos que movimentam o noticiário, buscando apresentar informações de forma clara, contextualizada e acessível ao leitor.

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