The Social Reckoning, novo filme de Aaron Sorkin e sequência de The Social Network, deve arrecadar US$ 5,5 milhões em sua estreia na bilheteria doméstica, segundo estimativas de domingo. O resultado fica abaixo da projeção de US$ 7 milhões a US$ 8 milhões feita pelo estúdio.
Com o desempenho, a produção dificilmente repetirá o impacto comercial do filme anterior, lançado em 2010. The Social Network abriu com US$ 22 milhões e terminou sua passagem pelos cinemas com US$ 97 milhões no mercado doméstico, em valores da época. O longa também rendeu a Sorkin um Oscar e se tornou uma das representações mais influentes do Vale do Silício e da cultura de startups no cinema.
A nova produção trata da decisão da denunciante Frances Haugen de divulgar documentos que ficaram conhecidos como os Facebook Files. Enquanto o primeiro filme explorava o surgimento do Facebook, a sequência adota um tom mais sombrio e se concentra em audiências no Senado e em mudanças nos algoritmos da plataforma.
Interesse por histórias sobre tecnologia
O resultado pode indicar o nível de interesse do público por uma série de filmes sobre executivos e empresas de tecnologia que chegam aos cinemas e ao streaming neste período. Entre eles está o documentário Musk, de Alex Gibney, que também estreou neste fim de semana.
Musk arrecadou US$ 69 mil em quatro cinemas na estreia. O documentário terá distribuição mais ampla nas próximas semanas e, de acordo com a análise publicada pelo TechCrunch, pode alcançar mais espectadores quando chegar ao HBO Max.
Também estão previstos o documentário sobre Elizabeth Holmes dirigido por Nathan Fielder, You Can See Everything, com lançamento indicado para o fim de semana seguinte, e Artificial, drama sobre a disputa no conselho da OpenAI que passou a ter um novo distribuidor depois de ser retirado pela Amazon. Na Netflix, a série The Altruists, sobre Sam Bankman-Fried e o colapso da FTX, está prevista para novembro.
Além da mudança no mercado cinematográfico nos últimos 16 anos, a recepção crítica pode ter influenciado o desempenho de The Social Reckoning. O filme recebeu avaliações consideradas fracas no material publicado, embora o autor do texto tenha afirmado que gostou da produção e avaliado que os diálogos característicos de Sorkin estão sobrecarregados.
O desempenho também pode refletir a diferença entre os temas dos dois filmes. O primeiro acompanhava a novidade e o conflito em torno dos primeiros dias do Facebook; o segundo aborda denúncias, mudanças algorítmicas e depoimentos no Congresso. O material aponta ainda que parte do público potencial pode ser formada por espectadores mais velhos, que têm retornado aos cinemas com menor frequência.

