Assessores da Casa Branca avaliam que os republicanos têm poucas chances de manter o controle da Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. A estratégia do governo de Donald Trump passou a priorizar a defesa da maioria no Senado, segundo três fontes familiarizadas com conversas recentes entre autoridades e grupos do Partido Republicano.

As informações foram divulgadas pela WIRED, que descreveu a Câmara como uma causa praticamente perdida para os republicanos. Distritos que a liderança do partido considerava possíveis conquistas para compensar avanços democratas já não são vistos como alcançáveis.

Grupos republicanos reduzem publicidade

O Congressional Leadership Fund, super PAC alinhado ao presidente da Câmara, Mike Johnson, retirou reservas de anúncios em distritos democratas de Michigan e Ohio. O grupo também cancelou publicidade em Nebraska, onde o republicano Don Bacon não tentará a reeleição, e começou a retirar inserções de duas disputas em que republicanos buscam permanecer no cargo, em Nova Jersey e Iowa.

A retração ocorre depois de a Casa Branca considerar, pela primeira vez no início de outubro, a possibilidade de os republicanos perderem as duas casas do Congresso. Segundo as fontes ouvidas pela WIRED, a situação do Senado ainda é menos desfavorável, embora também apresente riscos.

Autoridades ligadas ao movimento MAGA discutiram internamente que vitórias republicanas no Senado em uma combinação de Alaska, Iowa e Ohio poderiam criar uma barreira contra a tomada do controle da Casa pelos democratas. Ao mesmo tempo, a campanha republicana para o Senado interrompeu desde o início de outubro os gastos com anúncios na Carolina do Norte, sinalizando que o partido passou a considerar improvável uma vitória no estado.

Trump aposta na mobilização da base

Com 20 dias até a eleição, assessores de Trump pretendem concentrar esforços na participação dos eleitores da base MAGA, em vez de tentar conquistar eleitores indecisos que, segundo pesquisas citadas na reportagem, não estão se inclinando pelos republicanos. Dados iniciais de votos enviados pelo correio em estados-chave do Senado, porém, foram considerados relativamente fortes e semelhantes aos níveis registrados na eleição presidencial de 2024.

Trump intensificou a agenda de viagens para mobilizar apoiadores. No início da semana, participou de um evento em Ohio em apoio ao republicano Jon Husted, que enfrenta o democrata Sherrod Brown. Na terça-feira, foi a Wasilla, no Alaska, para ajudar o senador republicano Dan Sullivan, que aparece atrás da democrata Mary Peltola.

O presidente também deve passar por Arizona e Kentucky ainda nesta semana e participar de um jantar de arrecadação da MAGA Inc. em seu clube de Mar-a-Lago, com ingressos de US$ 1 milhão por pessoa, segundo a reportagem.

Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Liz Huston, afirmou que Trump está comprometido em manter as maiorias republicanas na Câmara e no Senado. A porta-voz do Comitê Nacional Republicano, Natalie Baldassare, disse que o partido continua focado em conquistar, proteger e ampliar as maiorias do presidente.

A reportagem afirma que o ambiente político piorou para os republicanos nas últimas semanas, em meio à persistência dos preços elevados de combustíveis e do custo de vida atribuídos à guerra do Irã. Também relata que Trump não realizou, até o momento, um comício em Iowa ao lado da candidata republicana Ashley Hinson, que passou a divergir do presidente e defendeu medidas para encerrar a guerra.

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Felipe é autor do Ginga Notícias e acompanha os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Escreve sobre temas de interesse público e assuntos que movimentam o noticiário, buscando apresentar informações de forma clara, contextualizada e acessível ao leitor.

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