Feito Pipa, de Allan Deberton, e 100 Dias, de Carlos Saldanha, dividiram o prêmio do público de melhor filme de ficção brasileiro na 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Os vencedores foram anunciados na cerimônia de encerramento do festival, realizada nessa quarta-feira (29/10), que também teve a exibição inédita de Tudo Pode Ser Visto.

A votação popular é uma tradição da Mostra desde a primeira edição, em 1977. No ano comemorativo, também apareceram entre os favoritos Fernanda, de Pedro Waddington, escolhido como melhor documentário brasileiro; O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada, vencedor entre os documentários internacionais; e O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi, premiado como melhor filme de ficção internacional.

Feito Pipa é estrelado por Lázaro Ramos e Yuri Gomes. O longa foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema como representante do Brasil para o Oscar 2027, segundo as informações divulgadas no material da Mostra. Já 100 Dias é baseado na autobiografia de Amyr Klink e tem Filipe Bragança no papel do navegador. João Vitor Silva e Felipe Camargo também integram o elenco mencionado na divulgação.

Prêmios do júri e da crítica

Na competição Novos Diretores, Cinco Anos, Quatro Meses, de Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio, recebeu o Troféu Bandeira Paulista de melhor ficção. O prêmio de melhor documentário ficou com O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas.

Fernanda Tovar foi reconhecida como melhor direção por Chicas Tristes. Edward Said: Entre Mundos, de Maiken Baird, recebeu o prêmio especial do júri.

Na seleção da crítica, Chicas Tristes foi eleito o melhor filme internacional, enquanto Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, venceu como melhor filme brasileiro.

Outras premiações

  • Prêmio Brada — Melhor Direção de Arte: O Julgamento de Heim, de Kai Stänicke;
  • Prêmio Paradiso: A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr.;
  • Prêmio Prisma Queer — Melhor Filme Internacional: Eu Planto Minha Mão no Jardim, de Boris Hadžija e Hoda Taher;
  • Prêmio Prisma Queer — Especial do Júri: A Paixão Segundo G.H.B, de Gustavo Vinagre e Viva Couto;
  • Prêmio Prisma Queer — Melhor Filme Brasileiro: London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli;
  • Prêmio Leon Cakoff: James Gray, Paulo Branco e S.S. Rajamouli.
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