Atos em defesa da democracia e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram realizados no domingo em cerca de 500 cidades brasileiras, segundo estimativa da coordenação de campanha do partido. Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza estiveram entre os municípios que registraram mobilizações.

Em Brasília, a manifestação ocupou a Esplanada dos Ministérios pela manhã e continuou ao longo do dia. No Rio de Janeiro, milhares de pessoas participaram de eventos na Praça da Candelária, durante a manhã, e na orla de Copacabana, à tarde. Os atos ocorreram durante o segundo turno das eleições, cuja votação está prevista para 25 de outubro, conforme declaração de uma manifestante citada no material.

Ato musical em Copacabana

O encontro em Copacabana foi convocado pelo cantor Caetano Veloso e contou com a participação de Djavan, Duda Beat, Marina Sena e outros artistas. Caetano afirmou que foi preso durante a ditadura militar junto com Gilberto Gil e outros músicos. Segundo ele, a mobilização busca defender a democracia e resistir a ameaças contra as instituições.

Djavan associou a defesa da democracia à soberania brasileira e se posicionou contra ingerências externas. A atriz Leticia Sabatella disse que é necessário proteger direitos conquistados e comparou os projetos apresentados pelos dois candidatos. A cantora Duda Beat afirmou que a presença do público representava uma resposta política e declarou apoio à democracia.

“Isso aqui é a resposta que a gente vai dar. O povo unido consegue tudo. Viva a democracia!”, disse Duda Beat.

O diretor de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE), Alejandro Guerrero, afirmou que via a eleição como uma disputa entre dois projetos. Ele classificou como democráticos e voltados à soberania os apoiadores de Lula e fez críticas ao campo adversário.

Manifestação na Candelária

Na Praça da Candelária, estudantes e trabalhadores participaram de um ato em apoio a Lula e à democracia. A esteticista Laura Guimarães, de 27 anos, foi ao local com o marido, Bráulio Martins, de 33, e o filho Ícaro, de 5. Ela relatou ter recebido Bolsa Família após a morte da mãe e disse que o benefício a ajudou a cuidar do filho e a empreender.

A estudante de artes visuais Andressa da Paz, de 24 anos, afirmou que a universidade pública foi sucateada durante o governo de Jair Bolsonaro. Ela estuda na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, e declarou esperança na vitória de Lula em 25 de outubro.

Os números de público citados no material são estimativas da coordenação de campanha. Não foram apresentados levantamentos independentes sobre a quantidade de participantes nos atos.

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