A líder oposicionista venezuelana María Corina Machado pediu a realização de eleições presidenciais em 2027 ao fazer, nesta quinta-feira (29), suas primeiras declarações públicas desde o retorno ao país. Ela também agradeceu ao governo de Donald Trump pelo que classificou como abertura de um caminho para a liberdade na Venezuela.
Machado voltou no domingo, depois de mais de dez meses no exílio. Em entrevista coletiva em Caracas, afirmou que regressou para mobilizar a sociedade e citou o presidente dos Estados Unidos, sua administração e o secretário de Estado, Marco Rubio, ao falar sobre uma possível transição democrática.
Segundo a oposicionista, Rubio teria estabelecido uma sequência de acontecimentos com o objetivo de levar a uma transição que inclua eleições presidenciais no próximo ano. A declaração ocorreu após a captura do presidente Nicolás Maduro em janeiro, conforme relatado pela Al Jazeera.
Governo ainda não definiu data
Desde a captura de Maduro, a Venezuela é governada por sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez. Pouco antes da entrevista de Machado, Rodríguez afirmou em pronunciamento que haverá eleições no país, com a presença de observadores internacionais, mas não informou quando o pleito será realizado.
Machado foi recebida por apoiadores durante o trajeto de retorno a Caracas. Rodríguez criticou a recepção em uma transmissão pela televisão estatal. Questionada sobre um possível encontro com a chefe do governo, a líder oposicionista disse que não havia recebido mensagem dela nem de Washington.
A oposicionista deixou a Venezuela em dezembro para receber o Nobel da Paz em Oslo, na Noruega, depois de passar um ano escondida do regime de Maduro, segundo o relato. A fuga por barco teria sido auxiliada por veteranos das forças especiais dos Estados Unidos ligados à organização Grey Bull Rescue.
Críticas a acordo de petróleo
Apesar dos elogios à administração Trump, Machado criticou um acordo de petróleo firmado recentemente entre os Estados Unidos e a Venezuela. O pacto prevê que o país entregue 20% de suas vastas reservas petrolíferas aos Estados Unidos, de acordo com as informações divulgadas.
Para a líder oposicionista, o acordo não apresenta o nível de transparência desejado pela sociedade venezuelana. A crítica foi feita semanas depois da formalização do entendimento, classificado como controverso no material divulgado.
Fonte: Al Jazeera – Breaking News, World News and Video from Al Jazeera.

