O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a decisão provisória que suspendeu a exoneração do delegado Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado Da Cunha, da Polícia Civil. Com isso, ele permanece no quadro da corporação até uma análise definitiva do caso.
Da Cunha, que também é deputado federal pelo PP, havia sido exonerado em 3 de setembro, conforme despacho publicado no Diário Oficial do Estado. No mesmo dia, uma liminar do TJ-SP interrompeu os efeitos da decisão administrativa.
Processo disciplinar
A exoneração estava relacionada a um processo disciplinar aberto em 2020. O procedimento trata da gravação forjada de um vídeo com uma vítima de sequestro, feito para ampliar o número de seguidores e a notoriedade de Da Cunha nas redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, o episódio foi enquadrado como procedimento irregular de natureza grave e improbidade. A decisão agora confirmada pelo tribunal, no entanto, é provisória e não representa uma análise definitiva sobre essas acusações ou sobre a validade da exoneração.
O TJ-SP ainda não julgou o mérito da ação. Até essa avaliação, a liminar impede que a demissão produza efeitos.

