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Líbano cobra retirada israelense enquanto ataques continuam no sul

Nawaf Salam pediu na ONU a consolidação do cessar-fogo mediado pelos EUA e a saída das tropas israelenses do território libanês.

Por Vitoria · September 25, 2026

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, pediu nesta sexta-feira (25), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, a retirada completa das forças israelenses do território libanês e a aplicação integral do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Enquanto ele falava em Nova York, ataques e demolições atribuídos a Israel continuavam no sul do país, segundo a Al Jazeera.

Salam afirmou que seu governo quer o fim da guerra e a consolidação da trégua. Ele também pediu a libertação de todos os detidos libaneses e defendeu que o acordo seja transformado em medidas práticas, com cronograma definido e mecanismo de verificação para acompanhar o cumprimento das cláusulas.

O premiê disse que as negociações com Israel, mediadas pelos Estados Unidos e pelo presidente Donald Trump, têm como objetivos encerrar o conflito e restaurar a soberania do Líbano. Segundo ele, o resultado de um acordo deve ser avaliado pelo cumprimento dos compromissos, e não apenas pelas intenções anunciadas.

Ataques e demolições no sul

Durante o discurso, forças israelenses realizaram uma grande explosão nas proximidades de Taybeh e Deir Siryan, de acordo com o material publicado pela Al Jazeera. Um ataque aéreo também atingiu um vale entre Froun e Ghandourieh, provocando um incêndio de grandes proporções.

A correspondente Zeina Khodr relatou, de Froun, a presença de aviões e drones israelenses em baixa altitude e a continuidade dos disparos de artilharia, que estariam provocando incêndios. Ela afirmou ainda que equipes da defesa civil e bombeiros libaneses não conseguiam chegar às áreas afetadas.

Segundo a reportagem, mais de 60 localidades no sul do Líbano permanecem ocupadas pelo Exército israelense, que também estaria demolindo casas. A ofensiva teria atingido até 600 quilômetros quadrados do território libanês, chegando ao rio Litani.

Dados citados pela Al Jazeera apontam que os ataques israelenses no sul do Líbano mataram ao menos 4.386 pessoas e feriram 12.407 desde 2 de março, quando começou a atual guerra entre Israel e o Hezbollah. O material não informa a fonte desses números nem apresenta verificação independente.

Desarmamento do Hezbollah

Salam declarou que pretende supervisionar o desarmamento do Hezbollah como parte do processo que levaria à retirada completa de Israel. O primeiro-ministro defendeu que as armas fiquem exclusivamente sob controle do Estado e que as decisões sobre guerra e paz sejam tomadas pelas instituições constitucionais libanesas.

Um acordo-quadro mediado pelos Estados Unidos em junho prevê a retirada gradual das forças israelenses e o deslocamento do Exército libanês para as áreas deixadas pelas tropas. Salam também associou a estabilidade do Líbano à garantia dos direitos dos palestinos e ao reconhecimento do direito de autodeterminação desse povo.

Vitoria