A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para concluir a investigação sobre suspeitas de fraude financeira envolvendo o Banco Master. O requerimento foi apresentado na quarta-feira (28), no relatório parcial do Inquérito 5.026.
O documento trata da apuração relacionada à tentativa de venda do Master ao BRB (Banco de Brasília) e também registra o indiciamento de 15 pessoas. Entre os citados estão Daniel Vorcaro, fundador do banco, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
Perícias e diligências ainda estão pendentes
Segundo a PF, a extensão do prazo é necessária para concluir exames periciais e diligências complementares ligadas a outras hipóteses criminais identificadas durante a investigação. A corporação informou que ainda há medidas em andamento, perícias pendentes e linhas de apuração que precisam ser aprofundadas.
Os delegados responsáveis afirmam que a complexidade do caso justifica a solicitação. A investigação reúne grande volume de contratos, cédulas de crédito bancário, operações financeiras e societárias, documentos, dados bancários, registros contábeis e informações telemáticas.
O material também menciona uma rede extensa de agentes e de movimentações financeiras. Para a Polícia Federal, esse conjunto exige exame técnico especializado e análise integrada de diferentes fontes de prova.
O relatório enviado ao Supremo é parcial. De acordo com os delegados, o documento aborda as linhas investigativas que já tinham suporte probatório considerado suficientemente consolidado. A prorrogação permitiria avançar sobre as hipóteses que ainda permanecem em apuração.

